Dentro de mim há tudo, não há nada lá que não me pertença, não há nada lá que não seja inerente a tudo. Fora de mim também há tudo, não há nada lá fora, algo a qual não tenha sobre mim a mesma propriedade reivindicada no meu interior. O todo lá fora é o mesmo todo meu.
Dentro de mim há flores, e lá não há nenhuma flor a qual eu não seja capaz de reconhecer o aroma, não há lá nenhuma flor que eu possa afirmar que nunca vi, pois são as mesmas flores que a natureza presenteou aos meus olhos, com cores, formatos, beleza, simplicidade e amor.
Dentro de mim há pássaros, e lá não há um pássaro sequer o qual eu possa dizer que não vi voar, não, não há um canto sequer que eu não reconheça e que me cause uma revoada de sentimentos, lá estão eles, todos, em revoada sinto-os dentro de mim, voando, cortando o ar, cantando e a me encantar.
Dentro de mim há rios, e lá não há nenhum rio o qual eu não houvesse me banhado um dia, não há um rio sequer que eu não tenha percorrido até o fim, e lá encontrei sua queda, tornando-se cachoeira, formando um lago onde vi continuar seu percurso e dentro do meu próprio corpo encontrar o mar.
Sim, dentro de mim há um mar, e neste mar não há uma onda sequer que eu não tenha produzido, não há qualquer forma de vida que eu não tenha acolhido, estão todos lá, na imensidão interna de um mar que se expande até o inevitável encontro com a margem da terra.
Pois dentro de mim também há terra, e lá não há terra alguma que eu não tenha tocado com os pés, não há terra alguma que eu não tenha cultivado, é a mesma terra que me acolhe, coloca-me em seus braços como mãe generosa e me permite ficar.
Dentro de mim há o céu, e neste céu, não há nenhuma estrela a qual eu não possa admirar, não há lugar algum neste céu que eu não pude voar, um céu pleno, vasto e misterioso. Neste mesmo céu observo que dentro de mim também nasce um sol que ao dia precede o luar.
Dentro de mim há o luar, e lá não houve até hoje, uma noite sequer a qual este luar não houvesse iluminado, nenhum momento o qual não tenha mostrado a mim que em seu silêncio, o luar reúne e expande sua luz, num movimento tão próprio como dentro de mim também há.
Dentro de mim há uma floresta, e lá estão todas as coisas, todos os seres, todos os reinos, todos os elementos, não há nada lá que seja diferente do que há dentro ou fora de mim, lá está a natureza, manifestando o todo, o tudo, e lá, encontrei a mim mesmo!
Rê.... virei sua fã!
ResponderExcluirBjo Mi